Jovens ligam mais para a felicidade de pet do que para a do crush

Por que jovens ligam mais para a felicidade de pet do que para a do crush
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Ana Canosa

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Além desse dado, o estudo mostra que 41% dos entrevistados mais jovens preferem gastar com o animal do que com o companheiro ou companheira; e 72% das pessoas da geração Z e X (nascidos entre 1961 e 1985) preferem investir suas economias em animais do que em viagem de férias. Para quem ama viajar, como eu, me pareceu descabido. Um investimento dessa monta talvez só se compare ao amor de mães e pais por seus filhos —ao que parece, ninguém anda disposto a apostar no retorno afetivo entre pares, com o amor romântico, tão fora de moda ultimamente.

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Os millenials também aparecem na pesquisa e reforçam essas dúvidas: entre os nascidos de 1982 a 1994, 30% tiveram uma relação mais longa com seus pets do que com amigos e parceiros.

Se a fronteira entre as identidades de humanos e pets se mostra tão diluída atualmente, há que se pensar que os altos índices de abandono de animais domésticos também refletem a fragilidade dos laços de apego que seres humanos têm demonstrado.

Os animais estariam a serviço de um amor egoísta, que coloca as pessoas no centro da relação, já que delas são dependentes. Se, por um lado, cuidar de um animal pode ajudar humanos a ampliar sua capacidade amorosa, por outro podem, também, a depender das condições emocionais e dos vazios que se necessita preencher, reforçar que uma relação de amor precisa evocar a dependência como fator fundamental para se estabelecer.

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