Mulheres na Roda de Samba celebra a força e a diversidade feminina na cultura goianiense

Imagem Ilustrando a Notícia: Mulheres na Roda de Samba celebra a força e a diversidade feminina na cultura goianienseNo dia 25/11, das 16h às 22h, acontece o 6º Encontro Nacional e Internacional de Mulheres na Roda de Samba, em homenagem à Teresa Cristina | Foto: Arquivo Mulheres na Roda de Samba GO

No cenário cultural de Goiânia, o Mulheres na Roda de Samba (@mulheresnarodadesamba_go) não é apenas uma manifestação artística, mas um movimento potente que celebra as mulheres sambistas vivas. Yasmim Luz, comunicadora social, multiartista e produtora cultural, compartilha sua jornada no projeto desde 2023.

“Recebi o convite de uma amiga para me juntar à roda que já acontecia em Goiânia, e me encantei pela proposta do projeto. No ano de 2023 estou como uma das coordenadoras do evento,” afirma Yasmim.

O movimento, iniciado por Dorina e Kamille no Rio de Janeiro em 2018, ganhou proporções nacionais e internacionais, conectando mais de 30 cidades ao redor do mundo. Em Goiânia, a roda de samba se consolida como um evento anual aguardado, o  6º Encontro Nacional e Internacional de Mulheres na Roda de Samba marcado para o dia 25 de novembro, às 16 horas, na Federação de Teatro de Goiás (FETEG).

Além de Yasmim, mais de 20 mulheres em Goiânia compõem um grupo de forma horizontal e colaborativa. Entre elas estão Alexsa Souza no tamborim e ganzá, Amara Pinheiro no surdo e voz, Aridan na voz, Conceição na voz e pandeiro, Deborah Conceição no pandeiro e tamborim, dona Neuma do Samba na voz, Ísis Krisna no violão 7 cordas, Linda Granados na voz, Mariana Maia no pandeiro e violão, Milca Francielle na voz, Pennélope Avelar no agogô, ganzá e caixa, Pita Alves na voz e Yasmim Luz também na voz.

“Temos como ideal fomentar a cena do samba, criar espaços seguros e de escuta para mulheres num mundo ainda tão machista, sobretudo no universo do Samba que é tão masculino. A roda tem um significado poderoso em diversas culturas, e não é diferente na cultura do samba. Estamos fazendo essa potência circular entre nós,” destaca.

A cada edição, o evento presta homenagem a figuras emblemáticas do samba. Neste ano, Teresa Cristina é a estrela homenageada, tanto nacional quanto internacionalmente. A escolha das homenageadas segue a orientação do movimento coordenado por Dorina e Camille, com o apoio constante de Teresa Cristina desde o primeiro ano.

Yasmim ressalta os desafios enfrentados pelo projeto, destacando a ausência de incentivos governamentais. “Ainda somos um projeto em construção, todas as ações são fomentadas por nós mesmas. Isso é cansativo e, de certa forma, nos limita enquanto artistas,” revela.

No entanto, o evento conta com parcerias de artistas amigos que apoiam e incentivam o movimento. A diversidade de expressões artísticas se faz presente, com exposição de quadros e momentos de palco aberto para poesias.

Em uma sociedade que recebe o movimento de braços abertos, Yasmim destaca o impacto do projeto em Goiânia: “Por ser um movimento quase inédito em solos goianos, a sociedade nos recebe e acolhe muito bem. E tem o fato desse déficit de outras formas de produzir arte além da indústria do sertanejo.”

O futuro do movimento é promissor, com planos de expansão para outras cidades do estado e o desejo por mais estrutura e incentivos governamentais. “Sonhamos com a consolidação de um movimento forte que permita ações de formação ao longo do ano, não apenas na data fixa do calendário nacional e internacional,” compartilha Yasmim. “Todas as mulheres envolvidas no projeto estão comprometidas com a cultura do samba e entendem a importância de pertencer a esse lugar. Agradeço a todas que fazem parte dessa grande roda, pois juntas, estamos construindo algo extraordinário,” conclui.

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